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    December 01

    Programa da Globo reúne as filhas e expõe decadência de Raul

     
    Programa da Globo reúne as filhas e expõe decadência de Raul.
     

    Após Cazuza e Claudinho, da dupla Claudinho & Buchecha, o "Por Toda Minha Vida" vai tentar abraçar a tumultuada vida de Raul Seixas, o "maluco beleza" que saiu da Bahia para investir na carreira musical. Ele se casou cinco vezes, teve três filhas e morreu sozinho em seu apartamento, em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, por complicações de diabetes e do alcoolismo.

    Dirigido por João Jardim ("Janela da Alma"), o programa é protagonizado por Julio Andrade e reúne imagens de arquivo, reconstituições e depoimentos de familiares e amigos. Conta como foi o começo, aos 17 anos, com a banda Relâmpagos do Rock, quando teve de lidar com a oposição da família e, mais tarde, com as dificuldades de se lançar no Rio de Janeiro.

     Renato Rocha Miranda/TV Globo/Divulgação  

     
    O ator Julio Andrade que interpreta Raul Seixas no especial da Globo que vai ao ar quinta

    Fracassou e retornou para Salvador, meio incrédulo com seu destino, até que voltou ao Rio para ser produtor musical na CBS. Quando Marco Mazzola o ouviu cantar, resolveu contratá-lo como artista.
    Foi também nessa temporada carioca que conheceu seu maior parceiro, Paulo Coelho, com quem fez "Há Dez Mil Anos Atrás", "Medo da Chuva" e "Sociedade Alternativa".

    O especial musical também traz entrevistas com os cantores Jerry Adriani, Tom Zé e Marcelo Nova, que falam das relações com o músico e das novidades que trouxe ao rock.

    Já o jornalista Tárik de Souza diz que Raul "foi um homem de excessos". Sem conseguir lidar com o sucesso, mergulhou na bebida sem volta.

    George Moura, que assina a redação final, diz que "o programa não esconde o alcoolismo ou a decadência". "São momentos sofridos, mas há também depoimentos muito emocionantes, como o da filha Vivi, que relata os gestos de afeto durante a infância dela." Outro diferencial é ter promovido o encontro das duas filhas americanas. "Elas nunca tinham se visto na vida. Foi muito interessante", conta.

    POR TODA MINHA VIDA - RAUL SEIXAS

    Quando: quinta-feira (3), às 23h05, após "A Grande Família", na Globo
    Classificação: não informada


    Autor: Folha de S.Paulo
    Fonte: Folha de S.Paulo


    November 30

    RAUL SEIXAS - O INÍCIO, O FIM E O MEIO - Maluco beleza é tema de documentário de Walter Carvalho

    RAUL SEIXAS - O INÍCIO, O FIM E O MEIO
    Maluco beleza é tema de documentário de Walter Carvalho

    Walter Carvalho gosta de desafios. Depois de adaptar um livro de Chico Buarque para as telas, aceitou o convite para dirigir um documentário sobre um dos maiores nomes na música popular brasileira, Raul Seixas. O longa mostra histórias inéditas e montagens que prometem deixar os fãs de Raul emocionados. As filmagens aconteceram entre abril e agosto deste ano. Da Bahia, a equipe seguiu para o Rio de Janeiro, São Paulo, Suíça e Estados Unidos. “Raul, O Início, o Fim e o Meio” tem estreia prevista para o segundo semestre do próximo ano.
    Veja vídeo com as primeiras imagens do  filme acessando o link abaixo:
    http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1168225-7822-VEJA+IMAGENS+DO+DOCUMENTARIO+RAUL+O+INICIO+O+FIM+E+O+MEIO,00.html

    Como foi a sua experiência de adaptar um livro do Chico Buarque?
    Adaptar um livro como Budapeste é uma tarefa extremamente complicada, porque a literatura do Chico não trabalha com clichês. Quando fui convidado para dirigir o filme, não tinha lido o livro. Pedi um tempo para ler. Li e vi que era muito difícil e que o desafio era muito grande. Por isso aceitei, porque fácil você compra no supermercado. É uma literatura que convida o leitor a uma participação no pensamento e no desenvolvimento do livro.

    Quais foram seus maiores desafios nesta adaptação?
    Uma das coisas que mais tive o cuidado foi de não fazer um filme que tivesse começo, meio e fim necessariamente nesta ordem. Uma história que fosse contada não exatamente pelo que está no livro, mas pelo viés que o livro apresenta. Digamos que eu tenha danificado as palavras sem perder o viés da literatura.

    Você gostou do resultado de “Budapeste”? E a bilheteria, foi boa?
    Gosto como autor, como diretor do filme. Se tivesse que fazê-lo de novo faria do mesmo jeito. A bilheteria emplacou 90 mil espectadores. Para mim é um resultado excelente. O filme não era uma proposta blockbuster, com uma visão puramente comercial. O objetivo foi fazer um filme com dignidade e que fosse generoso com o espectador e que o convide a pensar junto. O lançamento foi espetacular em termos mercadológicos. Fiquei muito feliz com o resultado. E ninguém nunca sabe direito e nem exatamente o motivo que um filme faz sucesso e outro não.

    Você é fotógrafo de cinema e virou diretor. Como você é com a fotografia dos filmes que você dirige?
    Não sou um fotógrafo que virei diretor. Sou um fotógrafo que dirijo. Dos filmes que dirigi, “Cazuza” e “Janela da Alma” têm a minha fotografia. Muito embora em “Cazuza” a fotografia tenha sido quase que dividida, merecia até um crédito do Lula Carvalho. A relação que tenho com o fotógrafo, no filme que estou dirigindo, é a mesma que tenho com o diretor de arte, com o montador, com a figurinista, com o som. O cinema não é uma coisa de um diretor. São várias correntes, como em uma orquestra em que você tem um solista, as cordas, os metais, mas você tem o maestro. Mas o maestro sem orquestra não funciona e uma orquestra sem maestro não se conduz. Desafio mais a participação do que soluções encontradas por mim. Até porque dirigindo o filme não posso ficar preocupado em encontrar soluções para a fotografia, para a arte, para o som e para a produção. E tudo tem que ser muito criativo. Converso com cada um dos departamentos e mostro os conceitos, os argumentos e as contribuições chegam. É preciso estar muito esperto e muito atento para que essas contribuições não passem por você sem que você perceba. Tem que ficar muito atento ao acaso também. Ajo com o fotógrafo como gostaria que os diretores agissem comigo, que me dessem os conceitos, as ideias e opiniões e me abram espaço para que me manifeste dentro daquilo. Acho que quando faço isso, ele na posição do fotógrafo e eu na posição do diretor, quem está ganhando com isso é o filme, porque você tem mais uma cabeça pensando naquela espinha dorsal. O diretor que diz ‘ quero assim’ está limitando a criatividade das pessoas no filme dele. O diretor que diz ‘faz você’ está jogando fora a chance de cruzar com as ideias que o profissional supostamente deveria ter. O diretor que diz ‘o que você acha desse conceito e o que você pensa a respeito dele?’, esse sim é o que mais me atrai porque ele está me convidando a pensar com ele. Este seria o perfil do diretor que me interessa pessoalmente. Então me esforço, quando estou dirigindo, para ser essa pessoa também.

    Como surgiu o projeto do documentário do Raul?
    Foi um convite do distribuidor e do produtor, o Denis Feijão, que tem essa ideia há muito tempo. Ele tem uma parceria com o Jorge Peregrino, que é o presidente da Paramount no Brasil. Os dois me convidaram para que eu fosse o diretor desse filme. Topei o convite, já fiz as entrevistas e o filme está em fase inicial de montagem.

    Como foi realizada a pesquisa?
    A pesquisa envolveu desde a literatura publicada sobre o Raul, livros, revistas, jornais e entrevistas, como a internet, pessoas da família, mais precisamente o irmão e o primo do Raul, que se chama Plínio, duas tias, um tio e os amigos. O documentário procura encontrar como foi essa trajetória do Raul. Procurei esta resposta através das pessoas que ouvi, que já eram parte da pesquisa também. Além de arquivo de televisão, arquivos particulares, como fotos, além das três ex-esposas. Ele teve cinco mulheres, mas ele casou e teve filho com três. Estas pessoas foram essenciais na tentativa de chegar perto do que chamo de trajetória do Raul. Outro ponto importante na busca deste perfil foi a própria música do Raul, que é uma forma de entender esse personagem.

    Você entrevistou o Paulo Coelho. Eles tinham uma relação conturbada. Como era esta relação?
    No início não. No início a relação era de amizade e de parceria muito forte. Depois é como o Paulo mesmo fala ‘toda a relação amorosa é uma relação de conflito’. Ele mesmo compara isso. Teve um momento da vida que eles se separaram e depois tentaram se reencontrar.

    Porque houve o conflito entre eles? Você consegue dar exemplos?
    Fiz essa mesma pergunta para o Paulo Coelho e ele me respondeu comparando a relação deles com um casamento. Tem uma hora que surge uma discórdia ou uma discussão de ponto de vista. Acho que não tem muita explicação do por quê dos Beatles terem se separado ou porque tantas duplas famosas não foram até o fim.

    Qual a sua opinião sobre isso, depois de filmar o documentário?
    Acredito que eram duas personalidades muito fortes e que elas se completaram. O Paulo me afirma que ele só é o que ele é hoje por causa do Raul. Ele diz que aprendeu muito com o Raul, sobretudo sobre a comunicação. Ele conta que o Raul pegava as letras enormes e dizia: ‘Isso não vai tocar no rádio nunca’, então ele saia cortando e reduzindo. A minha opinião a respeito desta parceria era de que um não existia sem o outro, na verdade. Acho que a sociedade alternativa é fruto destas duas pessoas que se juntaram. Claro que tinha uma influência clara da parte do Paulo, que depois o Raul foi conhecer, mas como você teria ideia do que era a sociedade alternativa se o Raul não cantasse isso no rádio? Um completa o outro. Por outro lado, o Raul sozinho não teria essa ideia de fazer a sociedade alternativa sem conhecer as pessoas que foram apresentadas a ele pelo Paulo Coelho.

    Você gostou do resultado das entrevistas que você fez?
    Gostei muito. Fiz mais de noventa entrevistas e tem mais de 400 horas no total. Fizemos entrevistas em Salvador, na Bahia, em São Paulo, no Rio, na Suíça e nos Estados Unidos. Se somarmos todo o material temos umas quatro ou cinco semanas ao todo de trabalho. Em Salvador, fiz reconstituições. Quando o Raul surge na década de 70 é com uma banda, que se chama “Raulzito e seus Panteras”, e depois virou “Raulzito e os Panteras”. O baterista, o baixista e o guitarrista desta banda estão vivos. Juntei-os no palco onde eles se apresentavam e através de projeções, coloquei o Raul no meio deles e eles tocaram as músicas da época. Depois do Brasil, fomos para a Suíça entrevistar o Paulo e de lá nós fomos para os Estados Unidos entrevistar as ex-esposas. Entrevistamos duas ex esposas e as filhas lá.

    Como era a relação dele com as esposas?
    Era muito tumultuada. O Raul teve cinco casamentos e morreu sozinho. Ele teve uma paixão muito grande na adolescência, a Edith, e é com ela que ele casou. Foi com ela que ele teve a primeira filha, a Simone, e em um dado momento, quando a menina já estava com dois anos, ele se casa com a Glória. Em seguida a Edith vai embora para os Estados Unidos. E essa é a grande paixão dele de acordo com os depoimentos. Tenho um depoimento da mãe dele de arquivo que diz que a grande paixão é a Edith. Ele não viveu mais de quatro anos com mulher nenhuma. Em menos de quatro anos ele se casa com a Tânia. A Kika é contemporânea da Tânia, e depois veio a Lena. A Kika foi outra grande paixão, com quem ele tem uma filha maravilhosa, a Viviane. Ele teve uma vida matrimonial complicada. Um cara que morre aos 44 anos e tem cinco casamentos e três filhas, dá para perceber que é uma situação conflitante, talvez com ele mesmo.

    Você é fã do Raul?
    Sou. Gosto muito do Raul, sobretudo do caráter libertário, do caráter provocador, da irreverência que o Raul trazia com ele. E o artista libertário, o artista que queria a liberdade, que queria cantar sem censura. O período fértil dele foi o período da censura. Em 1973, ele surge com ‘Let me sing’, que mistura Elvis Presley com Luís Gonzaga.

    Qual é, para você, o maior legado que ele deixou para a sociedade e para a música e o rock brasileiro?
    Ele era um camarada que estava um pouco à frente do seu tempo. Não conseguiria escapar desta resposta sem dizer o óbvio. Acho que foi a trajetória libertária através da música e através do seu comportamento. Este é o maior legado que o Raul deixa para nós.

    Qual a sua expectativa para o lançamento do filme e qual você acha que será a repercussão dele?
    Minha expectativa é lançar no segundo semestre do ano que vem. Espero que a repercussão seja a melhor possível. Qualquer lugar que você vai, tem sempre alguém da plateia que pede para ‘tocar Raul’. O público quer que a pessoa que está no palco toque o Raul. Em São Paulo, por exemplo, é feita uma reunião no aniversário da morte dele. Eles fazem uma reunião na frente do Municipal, uma manifestação gigantesca de 4 mil pessoas e vão em passeata quando anoitece, até a Sé, todos com elementos da iconografia do Raul e com o emblema do Raul, os óculos, o cabelo, a barba, a jaqueta de couro, e eles vão em passeata cantando juntos, fumando, bebendo, se divertindo, e não tem uma organização por trás disso. São eles que se juntam.

    E qual é o público do Raul Seixas hoje?
    Acho que o Raul tem um público muito cativo e essa é uma curiosidade. Existem vários jovens hoje, na faixa dos 15 aos 20 anos, que adoram o Raul e não conheceram ou jamais o viram. Tenho um filho de 19 anos que é fã do Raul. Meu filho mais velho, de 32 anos, quando era garoto, ouvia Raul todo dia. Ouvi mais Raul pelo meu filho mais velho, entre seus 15 e 20 anos, do que sozinho. Ao mesmo tempo existem pessoas na minha idade, da época do Elvis Presley e dos Beatles, fãs do Bob Dylan, e que adoram o Raul. Sou uma delas. Então o público do Raul é uma mistura de gerações e paradigmas. São duas gerações distantes uma da outra e ao mesmo tempo centradas na figura icônica do Raul. Espero que essas pessoas prestigiem o ingresso e estou trabalhando para isso. Não quero fazer um filme fazendo concessões, quero fazer um filme que revele um pouco para estas pessoas, sobretudo as que não conheceram o Raul, um pouco desta trajetória que não foi exposta e nunca foi revelada.
    November 29

    Por toda a minha vida - Memórias e sucessos de Raul Seixas

    Por toda a minha vida - Memórias e sucessos de Raul Seixas



    Um homem que moveu multidões e morreu sozinho, um cantor inteligente, que gravou 30 discos, 400 músicas e sucessos que marcaram gerações. Uma pessoa afetiva que casou cinco vezes, teve três filhas, mas não conseguiu conviver com todos em harmonia. Esta “metamorfose ambulante” da vida de Raul Seixas é o tema do último Por Toda a Minha Vida de 2009, que a TV Globo exibe quinta-feira, dia 03 de dezembro, após ‘A Grande Família’. Com direção de núcleo de Ricardo Waddington, redação final de George Moura e apresentação de Fernanda Lima, o especial traz imagens de arquivo, dramatização e depoimentos de pessoas que acompanharam de perto a carreira de Raul, como seu irmão Plínio, os cantores Jerry Adriani, Tom Zé e Marcelo Nova, os produtores musicais Marco Mazzola e Roberto Menescal, os jornalistas Tárik de Souza e Hérica Marmo e seu grande parceiro Paulo Coelho.


    Raul Seixas nasceu em Salvador e, ainda menino, descobriu suas paixões: a escrita e o rock. A influência americana em sua vida era enorme e ele adorava falar inglês e faltar aulas no colégio para assistir aos filmes do Elvis Presley. Inspirado no ídolo, criou a banda “Relâmpagos do Rock”, aos 17 anos, subindo ao palco com uma vitalidade que encantava os jovens e preocupava os pais. “As mães achavam que ele estava tendo um ataque de epilepsia e tentavam impedir as filhas de se aproximarem do palco”, conta Marcelo Nova.A família de Raul também era contra, mas teve de aprender a lidar com a ascendente carreira do cantor.


    Depois de “Relâmpagos do Rock” veio uma nova banda, “Os Panteras”, e Raulzito, como também era chamado, fez shows pelo interior e cobrou os cachês mais altos de Salvador. A decisão estava tomada: ele largou os estudos e focou na carreira. Só que o sucesso na Bahia não se repetiu no Rio de Janeiro. Pelo menos não tão rápido. Com a mulher Edith e “Os Panteras”, passou as dificuldades de um artista iniciante e voltou para sua terra natal. “Ele ficou meio maluco porque cortou o principal objetivo da vida dele”, lembra o irmão Plínio. A época difícil começou a mudar quando Raul retornou à cidade maravilhosa, desta vez com emprego garantido como produtor na CBS. E foi assim, com terno e gravata, que convenceu Marco Mazzola a ouvi-lo cantar e mudou seu destino. “Você é o novo contratado da gravadora”, disse Mazzola a um cantor incrédulo, depois de conversar com Roberto Menescal.


    Antes de deixar o emprego como produtor de discos, o cantor também conheceu um de seus maiores parceiros: Paulo Coelho. Já em seu primeiro LP, assinava com ele cinco títulos e este era só o início de uma história de muitos sucessos que inclui canções como “Há 10 mil anos atrás” e “Sociedade Alternativa”, esta última do álbum Gita, que lhe rendeu um disco de ouro após vender mais de 600 mil cópias. Raul passou a se tornar uma referência, mas também a perder os limites. “Foi um homem de excessos”, definiu o jornalista Tarik de Souza. E tais excessos mudaram sua trajetória. Festas, bebidas, viagens, romances, sofrimento.


    Contraditoriamente, morreu cedo, aos 44 anos, e sozinho, em 21 de agosto de 1989. Seu enterro foi marcado pela presença de uma legião de fãs e amigos que quiseram prestar sua última homenagem ao "maluco beleza".Apresentado por Fernanda Lima, ‘Por Toda a Minha Vida Raul Seixas’ tem direção de núcleo de Ricardo Waddington e direção de João Jardim. Escrito por Sérgio Goldemberg, apresenta reportagem de Sílvio Essinger e redação final de George Moura.


    Foto - Raul Seixas (Julio Andrade).

    Crédito da Foto – TV Globo/João Miguel Júnior.


    Você encontra mais novidades sobre a programação da Rede Globo no site http://www.redeglobo.com.br/.

     

    Musical baseado em Raul Seixas vence Edital do TCA.Núcleo

    Musical baseado em Raul Seixas vence Edital do TCA.Núcleo


    Redação CORREIO

    A trajetória de dois jovens heróis que viajam pelo tempo e espaço para salvar a humanidade de um terrível vilão. Este é o argumento principal do musical “As Aventuras do Maluco Beleza”, espetáculo contemplado com o 1º lugar na categoria infanto-juvenil do Edital de Montagem do Núcleo de Teatro do Teatro Castro Alves (TCA.Núcleo), edição 2009-2010.

    O anúncio do resultado foi feito nesta quinta-feira (26), pelo diretor geral do TCA, Moacyr Gramacho, que divulgou ainda a não seleção de espetáculo na categoria de temática livre. Um novo edital será aberto na próxima semana e um novo período de 45 dias será estabelecido para novas inscrições na categoria livre.

    Raulzito

    O musical “As Aventuras do Maluco Beleza”, como o próprio título indica, transita pelo universo musical criado pelo cantor e compositor baiano Raul Seixas. No espetáculo, escrito por Edvard Passos e Ivan Seixas, filho de Plínio Seixas, irmão de Raul, os garotos Raulzito e Plininho partem em uma viagem para salvar o planeta, ao lado do cientista Mêlo. Contudo, a aventura é pano de fundo para a abordagem de temas como a liberdade de expressão e o respeito às diferenças.
     
    Com direção de Edvard Passos, o espetáculo terá elenco e equipes de cenografia, figurinos, adereços etc., definidos após oficinas que serão ministradas no Centro Técnico do TCA por profissionais renomados da classe artística. A estréia de “As Aventuras do Maluco Beleza” está prevista para julho de 2010 e o de temática livre para setembro.


    IN:
    http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=42630&mdl=49

    November 13

    Apagão Raul Seixas, La Noche Oscura.

    Apagão Raul Seixas, La Noche Oscura.

    Raul Seixas, falecido há 20 anos por puro tédio e desgosto com o ser humano, vem se revirando em sua tumba já há alguns anos por conta de escândalos e toda sorte de desentendimentos entre aqueles que administram sua herança.

    Na última terça-feira, 10 de novembro, duas notícias chegaram ao grande público. A primeira, no portal da revista Época SP, anunciava o encerramento das atividades de seu fã-clube oficial após 30 anos de trabalho; a segunda, publicada na edição 38 da revista Rolling Stone, noticiava a briga e desentendimentos entre herdeiras, ex-mulheres, produtores, músicos e biografo. Diante de tais notícias, e já cansado de revirar-se em sua tumba, Raul Seixas, num ato de extrema revolta, provoca um apagão em quase todo o Brasil - e principalmente em todo o estado do Rio de Janeiro - numa última tentativa de acordar todos aqueles que querem apaga-lo dos anais da cultura brasileira e privar o público de seu legado.

    Ao que tudo indica, se tais escândalos e falta de entendimento continuarem, o Brasil poderá sofrer um novo apagão com proporções ainda maiores.
     


    November 12

    Rede Globo já definiu as datas de exibição dos especiais.

    Rede Globo já definiu as datas de exibição dos especiais.
     
    Especial de Cazuza vai ao ar dia 19 na Rede Globo

    A terceira temporada do programa “Por Toda Minha Vida” estreia no próximo dia 19, quinta-feira, logo após “A Grande Família”. A atração comandada por Fernanda Lima e dirigida por Ricardo Waddington estreia com um especial sobre o cantor Cazuza. Depois vão ao ar mais dois episódios com as histórias de Raul Seixas (dia 26) e Claudinho, que fazia dupla com Buchecha (dia 03/12).
     
    Os programas irão misturar dramaturgia sobre a história dos cantores com imagens reais e depoimentos de familiares e amigos. Do capitulo de Cazuza participam Pedro Bial, Sandra de Sá, Bebel Gilberto, Roberto Frejat, Ezequiel Neves e seus pais, Lucinha e João Araújo. Ney Matogrosso, falará sobre o relacionamento amoroso dos dois, tema cortado do filme “Cazuza – O Tempo Não Para”.
     
    A atriz Ligia Cortez viverá o papel de Lucinha Araújo. Lígia é filha dos atores Raul Cortez e Célia Helena; esteve em novelas como “Sete Pecados” e “Páginas da Vida”. Já Cazuza será vivido pelos iniciantes Daniel Granieri (dos 15 aos 30) e Leonardo Rocha (dos 10 aos 14).
     
     

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    Os fatos prevalecem sobre os documentos.
    November 10

    Baú Muito Bem Trancado [ Revista Rolling Stone #38, novembro/2009 ]


    Baú Muito Bem Trancado

    Por Cristiano Bastos

    Disputas judiciais entre familiares de Raul Seixas barram novos lançamentos do músico baiano.

    A OUTRA LEI - Herdeiros de Raulzito, na foto em 1988, não conseguem chegar a um acordo
    A OUTRA LEI - Herdeiros de Raulzito, na foto em 1988, não conseguem chegar a um acordo

    Nos anos 60, o "vidente" da comunicação Marshall McLuhan profetizou: "O meio é a mensagem". E a mensagem é, justamente, a herança mais valiosa transmitida pelo missivista do rock brasileiro - Raul Seixas (1945-1989). A música foi o "meio" escolhido, veículo através do qual, por toda a vida e obra, insultou o "monstro sist". Hoje, contudo, refém de várias contendas judiciais pelo imaterial espólio, tem seu libelo asfixiado pelo mais complexo e surpreendente dos sistemas: a família. Dos milhares de fãs de Raulzito, morto aos 44 anos, poucos sabem que ele deixou três herdeiras: as filhas Simone Vannoy (38) e Scarlet Vaquer (33), que vivem nos Estados Unidos desde crianças, e Vivian Seixas (27), no Brasil. As duas primeiras, frutos da união conjugal de Raul com as norte-americanas Edith Wisner e Gloria Vaquer Seixas (hoje Sky Keys), respectivamente; a terceira, fruto do relacionamento amoroso com Angela Affonso Costa, autointitulada Kika Seixas.

    Além da abastada fortuna musical, Raul Seixas não deixou patrimônio significativo, sequer existe espólio aberto. Nesses 20 anos, tudo o que suas filhas herdaram consiste em direitos autorais - de execução e imagem - pagos ao longo dos anos. O astro baiano é o que se pode chamar de "long-seller": verdadeiro fenômeno, absolutamente espontâneo. Antiga, a briga (que nada tem a ver com música) desenrola-se em um cenário "internacional". Nos Estados Unidos, as sucessoras de Raulzito defendem o lançamento de vários projetos envolvendo a obra do pai - muitos dos quais vetados na Justiça por Kika Seixas, que hoje atua como procuradora legal da filha, Vivian Seixas.

    A procuradora de Simone Vannoy, a advogada Flávia Vasconcelos, ressalta que as três herdeiras detêm todos os direitos de autor e conexos relativos à obra de Raul Seixas, assim como os direitos de uso de sua imagem e nome. Na prática, pontua, significa que somente elas podem autorizar ou desautorizar qualquer projeto: "O equívoco ocorre porque muitos consideram Kika como 'viúva de Raul Seixas' e, em consequência, detentora de tais direitos. No entanto, como não se casaram oficialmente, ela não é viúva dele". Apenas Simone, Scarlet e Vivian são as legítimas herdeiras.

    Você lê esta matéria na íntegra na edição 38, novembro/2009

    In: http://www.rollingstone.com.br/edicoes/38/textos/bau-muito-bem-trancado/


    Revista Época - Após 30 anos, fã-clube de Raul Seixas é desativado

    Após 30 anos, fã-clube de Raul Seixas é desativado
    POR LUCIANO MARSIGLIA
    Arquivo Pessoal
    Fã de Raul pretende criar um memorial do artista

    “Minha vida mudou radicalmente. Foram 30 anos sem férias”, diz Sylvio Passos. Pode-se dizer que ele foi um funcionário exemplar, mas não de qualquer empresa. Há três décadas, Passos criou o Raul Rock Club, mais relevante fã-clube dedicado a Raul Seixas. Hoje, o site está desativado. “A iniciativa de tirar o site do ar partiu de mim mesmo”, explica o fã de 46 anos, que diz ter tomado a decisão após receber um e-mail do advogado que representa uma das ex-mulheres do músico. Na mensagem, era solicitado um relatório sobre quanto Passos ganhava com o trabalho. Após negar passar tal informação (“Disse que só daria satisfação se o pedido partisse das três filhas do Raul, as verdadeiras herdeiras”, conta), veio a resposta: nenhum projeto envolvendo seu nome e de Raul Seixas seria aprovado.

    Recentemente, uma divergência entre Kika Seixas e o biógrafo Edmundo Leite foi noticiada pela imprensa (veja em Saiba Mais). Receosa com o teor do livro do jornalista, Kika ameaçou vetar a obra antes mesmo de publicada. Sobre essa pendenga, Sylvio Passos diz haver um mal-entendido e acredita num acordo em as partes. Mas a ex-mulher desta vez é Glória Vaquer, que vive nos Estados Unidos e representa Scarlet Seixas, uma das filhas do artista. Em setembro, representada por um advogado, enviou os e-mails para Passos, que decidiu “paralisar tudo como protesto” - entre outras coisas, dois discos que seriam lançados pela gravadora Eldorado: um ao vivo, em registro inédito de um show, e outro com “gravações caseiras”, também inéditas. “Raul deixou toneladas de fitas comigo.” Sylvio Passos conheceu o ídolo no final de 1981, quando Raul rompeu com a CBS, deixou o Rio e veio morar em São Paulo. Ficaram amigos e a convivência prosseguiu até a morte do artista. Criaram juntos a carteirinha do Raul Rock Club – Raulzito era um dos sócios do próprio fã-clube.

    SAIBA MAIS

    Apesar de tirar o site do ar e interromper a produção dos discos, Passos diz que vai continuar trabalhando pelo ídolo. Uma de suas idéias é criar um memorial do artista em São Paulo. “Isso ninguém pode me impedir”, fala. Mas quer algo público, porque todo o material que possui é doado (por Raul, familiares e amigos). “Não sou dono de nada, sou o mantenedor”, se define. Outra possibilidade é uma biografia fotográfica, com imagens ainda inéditas capturadas com sua câmera (veja algumas fotos na galeria abaixo). Como consultor e “faz tudo”, Passos se envolveu no documentário biográfico que a AF Cinema está finalizando sobre o “maluco beleza”, previsto para abril de 2010 – depois de alguns anos, a mesma produtora pretende fazer um filme ficcional, nos moldes de longa sobre Cazuza. O que ele garante é não ficar parado. “Não sou poste, sou Passos”, brinca.

     

    Veja galeria de imagens:

    http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/0,,EMI103366-15367,00.html


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    Os fatos prevalecem sobre os documentos.


    November 05

    Globo exibe este mês especiais de Cazuza e Raul Seixas

    Globo exibe este mês especiais de Cazuza e Raul Seixas
     
    Raul Seixas faleceu em 21 de agosto de 1989. Cazuza nos deixou em 7 de julho de 1990. Estes dois ídolos dos anos 1980 nunca foram esquecidos por seus admiradores, mas precisam ser apresentados para uma a geração dos anos 2000.
     
    Por isto o programa “Por Toda a Minha Vida” vai homenagear estes dois grandes nomes da música. A atração comandada por Fernanda Lima e dirigida por Ricardo Waddington volta ao ar neste mês de novembro na grade de programação da Rede Globo, contando a vida destes ícones do Pop-Rock brasileiro.
     
    A terceira temporada de “Por Toda a Minha Vida” também já gravou uma homenagem Cláudio Rodrigues de Mattos, o Claudinho da dupla “Claudinho & Buchecha” que morreu em 13 de julho de 2002. Estão previstos ainda para este ano, programas com Cássia Eller, Adoniran Barbosa e Clara Nunes.
     
    “Por Toda a Minha Vida” já contou a vida de Elis, Leandro (da dupla sertaneja Leandro & Leonardo), Renato Russo (vocalista da Legião Urbana), Nara Leão, Tim Maia, Mamonas Assassinas, Dolores Duran e Chacrinha.
     
     

     
    "Por Toda a Minha Vida" volta ao ar neste mês
    04/11/2009
    "Por Toda a Minha Vida" volta ao ar neste mês na Globo
    A Rede Globo reestreia na grade deste mês o programa “Por Toda a Minha Vida”, atração que relembra a carreira e a trajetória de artistas da música e da TV que já faleceram.
    De acordo com a coluna Outro Canal, a emissora já tem três episódios prontos. Serão exibidos neste mês os programas em homenagem a Cazuza, a Claudinho, da dupla Claudinho & Buchecha, e a Raul Seixas.
    O programa continuará com Fernanda Lima no comando.
     
     

    October 28

    Por que a indústria da música ainda insiste na venda de CDs?

    Por que a indústria da música ainda insiste na venda de CDs?
    Por Felipe Gugelmin
    Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2009
     
    A indústria fonográfica passa pela maior crise de sua história e precisa se adaptar aos novos meios digitais se quiser sobreviver.

    Quando o assunto são tipos de mídia física capazes de armazenar vídeos em alta qualidade, é possível falar de cabeça uma série de siglas diferentes como DVD, HD-DVD, HVD e Blu-Ray. Isso só para citar os formatos mais populares disponíveis no mercado: em alguns anos devem surgir alternativas capazes de proporcionar uma qualidade de reprodução ainda maior, caso dos discos ópticos de cinco dimensões capazes de armazenar até 10 Terabytes de arquivos.

    Mudando o foco para a indústria musical, a conversa já é outra: em vez de serem discutidos novos formatos de armazenamento físico, há uma tendência cada vez maior de falar somente sobre métodos de distribuição digital, seja através do MP3 ou, mais recentemente, do AAC. Enquanto isso, continua-se falando sobre o declínio de mídias como o LP e o CD, cujas vendas estão em constante declínio. O mais preocupante neste quadro é que não se tratam de mídias novas - enquanto o LP já comemora mais de 60 anos de vida, o CD está completando 27 anos em 2009.

    Esta situação é bastante surreal, ainda mais levados em conta os avanços de tecnologia obtidos em outras áreas. Em vez de procurar novos formatos que convençam os consumidores de que vale a pena pagar para obter um álbum original, a indústria musical continua investindo no formato falido de promoção de artistas através de CDs. Inclusive, parece que há retrocessos neste sentido: um dos poucos mercados que obteve crescimento nos últimos anos foi justamente o dos LPs, formato considerado praticamente morto desde o fim da década de 80.

    A opção por formatos com maior qualidade

    Por mais que CDs e LPs continuem sendo os formatos de mídia mais conhecidos, não significa que não houve tentativas para desenvolver novos formatos capazes de reproduzir som de alta fidelidade. Formatos como o DVD-Audio e o SACD possuem uma qualidade de reprodução muito maior do que CDs convencionais, porém muitas pessoas simplesmente nunca ouviram falar de sua existência.

    O Super Audio CD

    O caso mais surpreendente é o do SACD (Super Audio CD), cujos discos fazem parte da coleção de muitas pessoas sem que elas sequer saibam disso. Isso porque as mídias que utilizam esta tecnologia possibilitam a gravação híbrida e possibilitam a reprodução de áudio tanto em leitores de CD convencionais quanto em aparelhos específicos para este formato.

    Tecnicamente o SACD é muito melhor do que o CD, MP3 ou AAC. Os discos podem armazenar até 8.5 GB, um absurdo se comparados aos 700 MB de um CD convencional. Isso permite capturar muito mais detalhes sonoros, permitindo estender a frequência alcançada muito além dos 22kHz dos CDs – o valor alcançado é de até 100kHz, muito além da capacidade de audição humana.  Isso sem contar com o alcance dinâmico que permite uma captação muito melhor de sons agudos e graves, possibilitando a reprodução de música em alta fidelidade.

    Existem três tipos de SACD disponíveis no mercado: de camada simples, dupla e híbrido, o mais popular. Enquanto os discos de camada simples são capazes de suportar até 4.7 GB, é possível aumentar este valor para 8.5 utilizando a alternativa de camada dupla. Já o tipo híbrido também possui duas camadas que funcionam de maneira diferente: enquanto em uma das camadas são gravadas as informações referentes à reprodução de áudio em alta qualidade, a outra é gravada da mesma maneira que um CD convencional.

    A forma híbrida se tornou a mais popular devido à sua versatilidade: quando se coloca o SACD em um CD Player comum, o disco será reproduzido como um disco qualquer. Quando um aparelho compatível com a tecnologia é utilizado, entra em cena o sistema Surround 5.1, permitindo uma qualidade de reprodução maior. Muitos discos lançados no mercado a cada ano se tratam de SACD híbridos, porém são poucos aqueles que possuem esta indicação clara na embalagem do produto. O maior exemplo disso é o lançamento da discografia remasterizada da banda Rolling Stones, que não possui nenhuma indicação em sua capa de que se tratam de discos compatíveis com a tecnologia.

    Muitos dos discos presentes no mercado vem no formato de SACDs híbridos

    Com o SACD, a indústria musical pretendia repetir o ciclo observado durante a transição do LP para os CDs, em que os consumidores compraram novamente discografias inteiras com o objetivo de obter um produto com qualidade de reprodução maior e que ocupasse menos espaço.  Porém, este não se mostrou um modelo de mercado viável, principalmente devido ao preço de lançamento dos players compatíveis com o SACD que chegavam a custar cinco mil dólares. Isso sem contar com a falta de extras significantes que fossem capazes de convencer o consumidor a comprar mais uma vez toda a coleção de discos que já possuía: embora tenha suporte a Surround 5.1, eram poucas as pessoas que dispunham de aparelhos bons o suficiente para sentir a diferença em relação a CDs comuns (lembrando que estamos falando de 1999, ano em que Home Theaters ainda eram produtos de luxo restritos aos mais ricos).

    Desta forma, o SACD se tornou um formato restrito somente aos entusiastas do áudio que exigem o máximo de qualidade possível durante a reprodução de discos. Desde o lançamento comercial do formato, cerca de seis mil títulos foram lançados – valor irrisório se comparado aos mais de 26 mil CDs lançados anualmente somente no Reino Unido.

    O DVD-Audio

    O DVD-Audio foi um formato criado para competir com o SACD e não deve ser confundindo com discos de DVD específicos para o armazenamento de filmes. Os discos e aparelhos compatíveis com o formato são ainda mais raros e caros do que aqueles disponíveis para SACD, o que torna esta uma alternativa ainda mais restrita do que a concorrente.

    Assim como o SACD, a qualidade disponível é muito maior do que a de um CD convencional, podendo armazenar 8.5 GB, assim como seu concorrente direto. Os discos em DVD-Audio podem ser gravados de duas formas diferentes: utilizando a qualidade máxima de 192kHz/24 bits pode-se obter até 74 minutos de música em alta qualidade. Abaixando a taxa de qualidade para ficar semelhante a dos CDs convencionais, o formato permite a gravação de um número muito maior de faixas.

    Apesar de os aparelhos convencionais de DVD serem capazes de reproduzir normalmente DVD-Audio, é preciso comprar um conversor digital para analógico de 192kHz/24 bits para aproveitar de toda a qualidade de áudio disponível. Isso porque a maioria dos aparelhos do mercado vem equipados com um conversor digital para analógico de 95kHz/24, incapazes de reproduzir com qualidade todo o conteúdo gravado nos discos.

    É preciso comprar adaptadores para um aparelho de DVD reproduzir um DVD-Audio com qualidade

    O grande obstáculo para a difusão do formato é a grande dificuldade de encontrar no mercado aparelhos compatíveis com a tecnologia, sem contar o preço elevado que o consumidor é obrigado a pagar. Porém, o que determinou o fracasso deste formato na competição com o SACD é a incapacidade de utilizar discos em DVD-Audio em CD Players comum, fator que pesa bastante na escolha do consumidor comum.

    Como explicar a crise de vendas que a indústria fonográfica enfrenta?

    O Napster reinava absoluto como programa para compartilhar músicas

    Para entender o porquê destes formatos de alta qualidade não terem conseguido conquistar espaço no mercado, é preciso voltar para 2000, ano em que o Napster reinava absoluto como programa para compartilhar MP3. Ao processar os donos do serviço, exigindo que encerrasse definitivamente suas atividades, a indústria musical perdeu uma oportunidade de ouro para combater a pirataria de seus produtos.

    Em 15 de julho de 2000, os principais executivos das quatro maiores gravadoras do mundo se reuniram em um hotel com o CEO do Napster, Hank Barry, para tentar chegar a um acordo de licenciamento de suas músicas.  A ideia era permitir que os cerca de 38 milhões de usuários do Napster continuassem a baixar arquivos pelo sistema mediante o pagamento de uma taxa mensal de cerca de 10 dólares. O lucro seria dividido de forma igual entre o serviço e as gravadoras, garantindo o que o sustento da indústria.

    O acordo nunca chegou a ser concretizado devido à pressão de revendedores e artistas que não conseguiam ver que o futuro da música passava pelo meio digital. Enquanto lojistas viam suas vendas ameaçadas, pois seria muito mais barato pagar a mensalidade do Napster do que comprar um CD, grandes artistas temiam o fim do lucro obtido pelo lançamento de novos discos contendo seu nome - a inovação necessária para a sobrevivência da indústria musical significava ter de canibalizar seu próprio negócio.

    O resultado da história todos já sabem: as grandes gravadoras processaram o Napster, que se viu forçado a encerrar as atividades de seus servidores. Ao contrário das expectativas da indústria musical, que esperava uma diminuição dos downloads ilegais, aconteceu justamente o contrário – os milhões de usuários do Napster se espalharam pelos mais diversos programas de compartilhamento, que se tornaram uma praga impossível de controlar. A cada serviço de downloads processado e fechado pelas gravadoras surgiam dúzias de alternativas ilegais diferentes.

    Demoraram dois anos – um período de tempo absurdo na era digital – para que as gravadoras surgissem com um sistema de venda de músicas digital eficiente e que se tornasse uma alternativa viável o bastante para competir com o mercado de downloads ilegais, a Apple Store. Neste meio tempo, houve algumas tentativas de gravadoras como a EMI, Warner e Sony para vender música online, como o PressPlay e o MusicNet. Todos esses serviços falharam pela combinação de três motivos: eram caros, não permitiam que o usuário gravasse os arquivos baixados em CDs e as músicas baixadas não eram compatíveis com a maioria dos MP3 Players do mercado. 

    Nesse meio tempo a pirataria ganhava cada vez mais espaço e ganhou força a ideia de que a internet se trata de um território livre em que pagar por conteúdo é algo desnecessário. Assim, a maioria dos consumidores prefere baixar arquivos de baixa qualidade de maneira totalmente gratuita a gastar verdadeiras fortunas para comprar equipamentos capazes de reproduzir áudio em alta fidelidade. Isso sem contar no fato de terem que comprar novamente todos os discos que já possuem para poder aproveitar os novos formatos disponíveis.

    Como a internet mudou o jeito de escutar música

    Ao contrário do que muitos pensam, esta não é a primeira grande crise de vendas que a indústria da música sofre em sua história – apesar de estar correto quem afirma que em nenhum outro momento houve tão pouca gente comprando discos. Em 1979 a indústria fonográfica viu uma queda de 11% em seu lucro, algo totalmente inesperado para um mercado que via cada ano superar o anterior em números de vendas.

    Uma série de fatores contribuiu para este cenário, o principal deles a própria forma como a indústria fonográfica se organiza. Como o próprio nome já diz, se trata de uma verdadeira indústria, em que o objetivo não é a integridade artística, inovação ou complexidade sonora, mas o puro e  simples lucro. Com isso, tende-se a oferecer ao consumidor não aquilo que ele pode achar interessante, mas sim algo que ele vai comprar. Por isso é tão comum ver uma verdadeira enxurrada de artistas semelhantes quando determinado estilo musical começa a fazer sucesso.

    A falta de inovação fez com que o consumidor inevitavelmente se cansasse da mesmice oferecida a ele e parasse de comprar discos de novos artistas. Afinal, para que investir em um produto novo se você já possui diversas alternativas semelhantes em casa? Outro fator que contribuiu para a queda de vendas foi que o dinheiro empregado para a compra de músicas começou a migrar para outras áreas como a indústria do vídeo.

    Situação semelhante pode ser observada atualmente: o mercado fonográfico continua utilizando a mesma fórmula já batida de oferecer diversos artistas semelhantes até esgotar o potencial de vendas de determinado estilo. Desta forma, em vez de investir em planos de carreira que permitam que artistas apostem na criatividade e inovação, continua-se à procura de nomes que vendam grandes quantidades de discos no menor tempo possível. A partir do momento em que as vendas caem, basta procurar outra banda ou cantor e repetir o ciclo.

    Bandas independentes ganharam espaço com a internet

    Com a popularização da internet este ciclo observado durante mais de duas décadas teve seu fim decretado: em vez de ter que se contentar com o que as grandes gravadoras e rádios dizem que o consumidor deve comprar, agora é possível ter acesso fácil a uma grande variedade de músicas dos mais diferentes estilos sem precisar pagar nada por isso.

    Bandas independentes provaram que o meio digital é uma ótima oportunidade para criar uma base fiel de fãs. Desta forma, em vez de depender da venda de álbuns para obter sustento, estes grupos viram que é muito mais inteligente lucrar com a venda de ingressos para shows e camisetas, tudo isso sem precisar dar nenhuma parte para uma grande gravadora. Exemplo disso é a banda Arctic Monkeys, que já cultivava grande sucesso no Reino Unido antes mesmo das grandes gravadoras sequer saberem de sua existência.

    Alternativas para sobreviver na era digital

    Com o meio digital, as grandes gravadoras que insistirem no modelo de vendas de CDs inevitavelmente terão seu fim decretado mais cedo ou mais tarde. É preciso entender que o consumidor comum não faz questão de obter música com alta qualidade sonora, mas sim poder ouvi-la em qualquer lugar, de preferência pagando pouco ou nenhum dinheiro por isso. Isto explica o porquê do declínio da venda de CDs, enquanto serviços de música digital como a Apple Store obtém cada vez mais lucro.

    Para sobreviver no mercado atual as grandes gravadoras têm que procurar alternativas que tornam viável a compra da música. Uma maneira é investir em fontes secundárias, como o licenciamento de uso de gravações para comerciais, trilhas sonoras e video games. As séries Guitar Hero e Rock Band provaram que esta é uma alternativa lucrativa, capaz de gerar interesse por outros produtos que a indústria musical tem a oferecer.

    Investir em redes sociais tem se mostrado uma aposta essencial para a sobrevivência da indústria fonográfica. Com mais de 500 milhões de usuários espalhados em serviços como Orkut, Facebook e MySpace, a ideia é aproveitar os relacionamentos já estabelecidos como forma de marketing: uma pessoa pode apresentar determinada música ou artista para sua lista de contatos, que poderão comprar arquivos digitais diretamente do site de relacionamentos. O mesmo poderá ser feito pelas bandas, que terão contato direto com os fãs, sem intermediários como gravadoras ou assessorias de imprensa.

    Para sobreviver, gravadoras terão de diversificar sua área de atuação

    As gravadoras tendem a se transformar cada vez mais em promotoras de eventos do que simples distribuidoras de conteúdo. Como os artistas tiram seu lucro principalmente da venda de merchandising e apresentações ao vivo, investir nestas áreas tem se mostrado uma alternativa para recuperar os lucros perdidos com a venda de CDs. Além de procurar novos caminhos que incluam a participação nos direitos de exploração da imagem de artistas e shows, a indústria musical deverá encontrar outro meio de promover seus cantores e bandas, de modo a aumentar a procura por ingressos de show e produtos licenciados.

    IN: http://www.baixaki.com.br/info/2969-por-que-a-industria-da-musica-ainda-insiste-na-venda-de-cds-.htm













    October 20

    Kit 20 Anos sem Raul Seixas - CD+DVD Por: R$ 25,90

    Kit 20 Anos sem Raul Seixas - CD+DVD Por: R$ 25,90
    http://www.submarino.com.br/produto/2/21600329?franq=129660
     
    Kit 20 Anos sem Raul Seixas (CD+DVD)
    Vinte anos após a última grande viagem metafísica do "Maluco Beleza" em seu disco voador, Raul Seixas vem ganhando inúmeras homenagens em todos os setores culturais e artísticos de norte a sul do Brasil. Marco Mazzola, seu amigo - e produtor favorito - sai na frente brindando o público com o lançamento deste kit CD + DVD 20 Anos sem Raul Seixas que traz, no CD, além de takes alternativos, alguns sucessos em inglês - "Morning Train" (Trem das Sete), "Fool´s Gold" (Ouro de Tolo) e "White Wings" (Asa Branca) numa versão bem ao estilo country-raulseixistiko - e uma faixa inédita: "Gospel", censurada em 1974.
    O DVD traz um documento histórico de 30 minutos, o primeiro DVD oficial do cantor - reedição do VHS "Raul Seixas Também é Documento" - lançado originalmente em 1998. Com direção de Paulo Severo, o vídeo traz imagens pessoais de Raul com amigos como Paulo Coelho, Sérgio Sampaio, Nelson Motta, além de entrevistas com Marília Gabriela, Pedro Bial, clipes e trechos de shows, inclusive um dos últimos shows de Raul, ao lado de Marcelo Nova (ex-Camisa de Vênus), antes de sua morte. Com um novo projeto gráfico, restauração, reedição e masterização, esta nova edição em DVD traz ainda um extra, o videoclipe de "Morning Train", com imagens também tão raras quanto esta versão em inglês do hit "O Trem das Sete". Imperdível!
     
    Artista: RAUL SEIXAS
    Ano: 2009
    Procedência: Nacional
    Label: Microservice

    Disco 1
    1.Gospel
    2.Love Is Magick
    3.Morning Train
    4.Faça, Fuce, Force
    5.Blue Moon of Kentuck
    6.Orange Juice
    7.Check Up
    8.How Could I Know
    9.Rockixer
    10.White Wings
    11.Fool´s Gold
    12.Let Me Sing, Let Me Sing
    13.Se o Rádio Não Toca
    14.É Fim de Mês

    Disco 2
    1.Eu Sou Egoísta - DVD
    2.Let Me Sing, Let Me Sing - DVD
    3.Gita - DVD
    4.Loteria da Babilônia - DVD
    5.Sociedade Alternativa - DVD
    6.Super Heróis - DVD
    7.Tente Outra Vez - DVD
    8.Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás - DVD
    9.Cowboy Fora da Lei - DVD
    10.Blue Moon of Kentucky - DVD
    11.As Aventuras de Raul Seixas na... - DVD
    12.O Trem das 7 - DVD
    13.Metamorfose Ambulante - DVD
    14.Rock das Aranhas - DVD
    15.Judas - DVD
    16.Maluco Beleza - DVD
    17.Prelúdio - DVD
     
    Link para comprar:
     

    September 13

    O destino do Raul Rock Club e Expo Raul Seixas [Resposta Automática]

    O destino do Raul Rock Club e Expo Raul Seixas [Resposta Automática]

    Olá!
     
    Esta é uma resposta automática, não é preciso responde-la. Ela apenas confirma que sua mensagem chegou até mim e, tão logo me seja possível, estarei respondendo.
     
    Aproveito para informar que as atividades do Raul Rock Club e Expo Raul Seixas estão, temporariamente, desativadas. Uma série de problemas ligados à administração do espólio de Raul Seixas me obrigaram a paralisar todo e qualquer trabalho à frente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube.
     
    Como publiquei em nota de esclarecimento, datada de 6 de setembro de 2009:  Se, num futuro próximo, houver condições favoráveis para que eu retome os trabalhos iniciados em 28 de junho de 1981, retomarei com todo prazer, assim como venho fazendo, abnegadamente, há quase 30 anos. Bastando para isso que eu tenha o devido respaldo, respeito e condições de trabalho.
     
    Se faz necessário esclarecer que Simone, Scarlet e Vivian Seixas (herdeiras biológicas de Raul Seixas) nada têm a ver com os fatos ocorridos ultimamente, como tem sido ventilado por aí. Todas elas, diretamente, reconhecem e sempre apoiaram - sem qualquer coerção e/ou questionamentos - todas as ações executadas por mim com intuito único e exclusivo de promover e preservar a memória de Raul Seixas, sem exigirem qualquer favorecimento e/ou visibilidade individuais.
     
    Portanto, em breve, sem uma data definida ainda, estarei dando início a uma nova forma de trabalho mais adequada aos novos tempos e circunstâncias. Afinal, o público e, conseqüentemente, a memória de Raul Seixas não podem, de forma alguma, pagar pelos equívocos e abusos cometidos por aqueles administram juridicamente seu espólio, leia-se: conjunto de bens que formam o patrimônio do morto, a ser partilhado no inventário entre os herdeiros ou legatários; herança.
     
    Long Live Rock and Raul!
    It's Only Raul Seixas (But I Like It)
     

    O sol da noite agora está nascendo
    Alguma coisa está acontecendo
    Não dá no rádio e nem está nas bancas de jornais.
     

    Sylvio Passos
    tel. (11) 2948 2983
    cel. (11) 8304 4568

    Site: www.raulseixas.org
    e-mail: sfpassos@raulseixas.org
    Os fatos prevalecem sobre os documentos.
    September 12

    Raul Seixas Oficial Fã-Clube & Expo Raul Seixas encerrando atividades.

    Caros amigos e amigas,
     
    Venho comunicar que em breve estarei encerrando todas as minhas atividades ligadas ao Raul Seixas Oficial Fã-Clube/Raul Rock Club e a Expo Raul Seixas, decretando assim, o enceramento da entidade devido a falta de apoio e perseguições descabidas.
     
    Como estou com alguns compromissos firmados com revistas, jornais, rádios, TV, portais na Internet e com a AF CINEMA e a MZA MUSIC, ainda manterei o trabalho com todos. Mas, tão logo tais compromissos sejam cumpridos, o website [
    www.raulrockclub.com.br ], que há quase uma década mantenho na Internet, será totalmente removido, assim como tudo que tenho publicado sobre Raul Seixas na rede mundial, com único intuito de manter vivo o nome e a obra daquele que foi, além de meu amigo, o maior ícone do rock brasileiro.
     
    Muitos projetos que eu pretendia colocar em prática neste, e nos próximos anos, estão, a partir desta data, sendo arquivados e lacrados. Se, num futuro próximo, houver condições favoráveis para que eu retome os trabalhos iniciados em 28 de junho de 1981, retomarei com todo prazer, assim como venho fazendo, abnegadamente, há quase 30 anos. Caso contrário, este será o fechamento definitivo da mais antiga & importante entidade dedicada a difundir e preservar a vida e obra de Raul Seixas nos quatro cantos do mundo.
     
    Sinto-me muito triste em ter que tomar tal decisão, mas, diante do atual quadro administrativo do espólio de Raul Seixas, realmente, não existe a menor condição e estímulo para que eu continue desenvolvendo qualquer trabalho que possa manter viva a memória e a obra de Raul Seixas, impelindo-me a afastar-me completamente de todo e qualquer projeto até que eu possa ter o devido respaldo, respeito e condições de trabalho.
     
    Seguirei meu caminho apenas como fã e colecionador de Raul Seixas, assim como os milhares que existem em todo o Brasil. Não pretendo mais dar entrevistas e/ou qualquer tipo de apoio à projetos envolvendo o nome de a obra de Raul Seixas, visto que tornou-se completamente impossível desenvolver qualquer trabalho nesse sentido.
     
     
    Eu devia estar contente
    Por ter conseguido
    QUASE tudo o que eu quis
    Mas confesso abestalhado
    Que eu estou decepcionado.

     
     
    Sem mais,
     
    Sylvio Passos
    www.raulseixas.org
     
    Acompanhe as manifestações no Orkut acessando o link abaixo.
    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=148746&tid=5378121742804652040
     

    September 06

    Raul Seixas Oficial Fã-Clube & Expo Raul Seixas encerram atividades.

    Raul Seixas Oficial Fã-Clube & Expo Raul Seixas encerram atividades.

    Caros,
     
    Venho comunicar que em breve estarei encerrando todas as minhas atividades ligadas ao Raul Seixas Oficial Fã-Clube/Raul Rock Club e a Expo Raul Seixas, decretando assim, o enceramento da entidade devido a falta de apoio e perseguições descabidas.
     
    Como estou com alguns compromissos firmados com revistas, jornais, rádios, TV, portais na Internet e com a AF CINEMA e a MZA MUSIC, ainda manterei o trabalho com todos. Mas, tão logo tais compromissos sejam cumpridos, o website, que há quase uma década mantenho na Internet, será totalmente removido, assim como tudo que tenho publicado sobre Raul Seixas na rede mundial, com único intuito de manter vivo o nome e a obra daquele que foi, além de meu amigo, o maior ícone do rock brasileiro.
     
    Muitos projetos que eu pretendia colocar em prática neste, e nos próximos anos, estão, a partir desta data, sendo arquivados e lacrados. Se, num futuro próximo, houver condições favoráveis para que eu retome os trabalhos iniciados em 28 de junho de 1981, retomarei com todo prazer, assim como venho fazendo, abnegadamente, há quase 30 anos. Caso contrário, este será o fechamento definitivo da mais antiga & importante entidade dedicada a difundir e preservar a vida e obra Raul Seixas nos quatro cantos do mundo.
     
    Sinto-me muito triste em ter que tomar tal decisão, mas, diante do atual quadro administrativo do espólio de Raul Seixas, realmente, não existe a menor condição e estímulo para que eu continue desenvolvendo qualquer trabalho que possa manter viva a memória e a obra de Raul Seixas, impelindo-me a afastar-me completamente de todo e qualquer projeto até que eu possa ter o devido respaldo, respeito e condições de trabalho.
     
    Seguirei meu caminho apenas como fã e colecionador de Raul Seixas, assim como os milhares que existem em todo o Brasil. Não pretendo mais dar entrevistas e/ou qualquer tipo de apoio à projetos envolvendo o nome de a obra de Raul Seixas, visto que tornou-se completamente impossível desenvolver qualquer trabalho nesse sentido.
     
     
    Eu devia estar contente
    Por ter conseguido
    QUASE tudo o que eu quis
    Mas confesso abestalhado
    Que eu estou decepcionado.
     
     
    Sem mais,
     
    Sylvio Passos
     
    September 02

    Raul Seixas & Paulo Coelho na revista revista História em Foco - Sociedades Secretas nº 1

    Raul Seixas & Paulo Coelho na revista História em Foco - Sociedades Secretas nº 1
    Nas bancas.
    Chamada na capa da revista: Os "Maluco Beleza". A sociedade de Raul Seixas e Paulo Coelho.
    http://www.altoastral.com.br/historia


    August 27

    Bate papo com Marco Mazzola e Sylvio Passos

    Bate papo com Marco Mazzola e Sylvio Passos
     
    10 de setembro de 2009 - 19:30hs - GRÁTIS
     
    SARAIVA MEGA STORE MORUMBISHOPPING
    Av. Roque Petroni Jr,1.089 – Morumbi
    São Paulo - SP
    Cep: 04707-000
    Tel: (11) 5181.7574 / 7901
    Fax: (11) 5181.6427
    August 26

    Errata evento Raul Seixas em Santo André. DATA CORRETA.

    São tantas coisas pra fazer ao mesmo tempo - e sozinho - que já estou completamente malukinho. AFFF!!!
     
    Neste próximo final de semana, sábado e domingo, 29 e 30 de agosto, o Festival da Cultura apresentará homenagens à Raul Seixas no PAÇO MUNICIPAL em Santo André com entrada gratuita.
     
    Programação:
    Sábado - 29 de AGOSTO
    > EXPO RAUL SEIXAS
    > 13hs - Poucas Trancas
    > 14hs - Macarrão & Banda NDA
    > 15hs - Ricardo Gaspa (IRA!)
    > 16hs - Johnny Boy & Envergadura Moral
    > 17hs - Os Seixas
    > 18hs - Cachorro Grande
     
    Domingo - 30 de AGOSTO
    > EXPO RAUL SEIXAS
     
    Serviço:
    Festival de Cultura Industrial
    Data: 29 e 30 de agosto
    Local: Paço Municipal (Praça IV Centenário, s/nº - Santo André)
    Entrada Gratuita
    August 25

    Expo Raul Seixas, Johnny Boy, NDA, Gaspa, Cachorro Grande...

    Expo Raul Seixas, Johnny Boy, NDA, Gaspa, Cachorro Grande...
     
    Neste próximo final de semana, sábado e domingo, 29 e 30 de agosto, o Festival da Cultura apresentará homenagens à Raul Seixas no PAÇO MUNICIPAL em Santo André com entrada gratuita.
     
    Programação:
    Sábado - 29 de setembro

    > EXPO RAUL SEIXAS
    > 13hs - Poucas Trancas
    > 14hs - Macarrão & Banda NDA
    > 15hs - Ricardo Gaspa (IRA!)
    > 16hs - Johnny Boy & Envergadura Moral
    > 17hs - Os Seixas
    > 18hs - Cachorro Grande
     
    Domingo - 30 de setembro
    > EXPO RAUL SEIXAS
     
    Serão realizadas diversas atividades gratuitas durante os dias de festival como exposições, feira de vinil, oficinas e workshops. No evento, que teve início no dia 21 de agosto, já passaram grandes nomes da música, como a cantora Mallu Magalhães e a banda Ultraje a Rigor, todos com entrada gratuitas. O projeto tem como objetivo o resgate e a valorização do segmento cultural que trata a temática urbana e industrial de Santo André.
     
    Além de atrações de renome nacional, bandas andreenses independentes, previamente inscritas e selecionadas no projeto Berço do Rock, parte integrante do Festival, terão a oportunidade de mostrar seu trabalho ao público no mesmo palco das grandes atrações.
     
    O credenciamento para jornalistas será realizado no próprio local dos shows.
     
    Serviço:
    Festival de Cultura Industrial
    Data: 29 e 30 de agosto
    Local: Paço Municipal (Praça IV Centenário, s/nº - Santo André)
    Entrada Gratuita
    August 24

    O cafofo do Raul virou set

    O cafofo do Raul virou set
    Mario Rodrigues

    Anda movimentada a garagem que o produtor cultural Sylvio Passos (foto) transformou no maior acervo de relíquias do cantor Raul Seixas (1945-1989). Dezoito pessoas da produção do longa-metragem O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, têm filmado várias cenas na discreta casa da Saúde. "Minha coleção tem mais de trinta anos", orgulha-se Passos, fundador do Raul Rock Club, fã-clube que tem quase 100 000 associados. Lembrado na última sexta (21), o aniversário de vinte anos da morte do roqueiro baiano, que morou em São Paulo de 1981 a 1989, fez os escritos, gravações e objetos ser requisitados até por pesquisadores estrangeiros. "Um dia tudo isso vai virar um memorial